Esse Blog é dedicado não somente para as mamães, mas sim, para todos que entendem o valor, a coragem e a responsabilidade das pessoas que chamamos, carinhosamente, de mãe!
segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pais comprometem tratamento por não diferenciar asma e bronquite

Com as temperaturas em queda, as crises de asma e de bronquite costumam castigar, principalmente, as crianças. Mas você sabe qual a diferença entre asma e bronquite? Um estudo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia constatou o que os médicos pediatras vivem na prática: como não sabem diferenciar os dois males, os pais acabam por subestimar as doenças, comprometer o tratamento e a saúde das crianças.


De acordo com a pediatra e alergista Fatima Rodrigues Fernandes, do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, com componente genético e de fundo alérgico, a asma é uma doença crônica que exige tratamento preventivo e constante. Já a bronquite crônica, mais frequente em adultos, é uma inflamação causada por substâncias irritantes (cigarro, fumaça), enquanto a bronquite aguda é causada por vírus ou bactérias.

“A asma pode ser comparada a um inquilino de longa duração e a bronquite aguda é como uma visita inesperada. Ambas têm tratamento, mas precisam ser diferenciadas para serem devidamente controladas”, esclarece a pediatra.

Considerada uma das doenças mais comuns na infância, a asma é um pesadelo para os pais. Isso acontece, segundo a médica, porque o mal só chama a atenção em momentos de crise. “Assim como um quadro de diabete, a asma requer tratamento permanente e preventivo para se evitar as crises, que podem ocasionar graves consequências – e até levar à morte”, alerta.

Hoje, a asma é controlada com medicamentos, por via inalatória, que associam broncolodilatores e antiinflamatórios, além de cuidados com o ambiente para evitar os alérgenos (poeira, bichos de pelúcia, etc). Esses medicamentos, esclarece Fatima, são seguros. “Eles provocam menos efeitos colaterais, ao contrário das antigas drogas de uso oral, que podem ocasionar efeitos indesejáveis, como hipertensão, diabetes, aumento de peso e até inchaços”.

Já as bronquites agudas podem ser tratadas com medicamentos para alívio dos sintomas e antibióticos, por um tempo limitado, se forem causadas por bactérias. A bronquite crônica, por sua vez, é mais frequente em adultos fumantes ou expostos a substâncias irritativas. Seu controle depende de mudanças de hábito, como ficar longe do cigarro, por exemplo.

A confusão entre as duas doenças ainda ganha força porque ambas apresentam sintomas semelhantes: falta de ar, piora ao contato com determinados agentes externos, tosse seca, chiados e cansaço durante esforços. O que, porém, ajuda a diferenciar os dois problemas, é que a asma é mais comum no paciente pediátrico e geralmente tem caráter hereditário. Responsável por cerca de 400 mil internações hospitalares por ano, a asma afeta uma em cada cinco crianças e é hoje o terceiro maior gasto do SUS (Sistema Único de Saúde), um custo de R$ 111 milhões, segundo dados do Ministério da Saúde.



Pneumonia: por que é importante proteger seu filho?

Pediatra estrangeiro alerta para a importância de vacinar as crianças contra a doença, nessa época do ano


O pediatra especialista em doenças infecciosas Adriano Arguedas é diretor do Instituto de Atención Pediátrica e professor da Universidad Autónoma de Ciencias Médicas, ambos em Costa Rica. Além disso, é membro do Conselho Editorial Internacional do periódico científico Pediatric Infectious Disease Journal. Recentemente, esteve no Brasil a convite do laboratório farmacêutico Pfizer, e divulgou informações sobre a importância da vacina pneumocócica para as crianças. Confira, a seguir, a entrevista exclusiva que o médico concedeu ao site do Bebê:


Em que casos uma simples gripe pode predispor o organismo a uma pneumonia?

Em linhas gerais, quando alguém contrai o vírus da gripe, ele destrói diversos mecanismos de defesa nos pulmões, tornando o caminho livre para o ataque de bactérias que vivem na região da nasofaringe. O risco aumenta nas estações mais frias, porque é nessa época que há maior quantidade de vírus em circulação.


Em que situações uma criança deve ser imunizada contra a doença? Existe alguma condição especial em que a vacina seja obrigatória?

Todas as crianças devem ser vacinadas, porque a pneumonia é a principal causa de morte em pequenos com menos de cinco anos de idade. Mas, quem tem filhos que sofrem de doenças crônicas cardíacas ou pulmonares, ou que apresentam comprometimento do sistema imunológico deve se preocupar ainda mais com a imunização.


É outono e começa a fazer frio no Brasil. Esse é o momento certo de levar as crianças para tomar a vacina pneumocócica? Por quê?

Sim, porque à medida que o clima se torna mais frio, aumenta a circulação de diferentes vírus que podem desencadear infecções pulmonares e, especialmente, pneumonia.



Imunidade em alta para o seu bebê

As crianças pequenas são as maiores vítimas das viroses de inverno. Não cruze os braços! Alguns cuidados muito simples vão deixar as defesas do seu filho mais resistentes aos perigos que vêm com o frio
Os bebês nascem com o sistema imunológico cru. Assim como as habilidades de andar e de falar, essas defesas amadurecem com o tempo e à medida que a criança entra em contato com vírus e bactérias. Tanto que muitos pediatras acham comum que, até os 2 ou 3 anos, os pequenos apresentem de sete a oito infecções anuais. Especialmente se freqüentam desde cedo berçários e creches, onde a convivência com outras crianças e com os funcionários da instituição normalmente se encarrega de socializar as viroses. "O recém-nascido já tem o arcabouço de seu sistema de defesas pronto. Mas é como um livro em branco onde ele irá escrever as receitas de como combater as infecções e outros agentes estranhos a seu organismo", explica Victor Nudelman, pediatra e imunologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "A criança pode preencher as páginas em quatro ou em dez anos. Depende da exposição que terá a microrganismos potencialmente perigosos." Não é possível nem aconselhável manter o bebê numa redoma, evitando que pegue gripes e resfriados, porque são essas experiências que o ajudam a esculpir suas defesas. Mas o ideal é moderar essa exposição, especialmente no primeiro ano de vida, para não sobrecarregar o organismo ainda "inexperiente".Não significa, porém, que você deva ficar de braços cruzados esperando que seu filho escreva sozinho o livro de sua imunidade. Existem várias recomendações que, colocadas em prática já, o ajudarão a fortalecer suas defesas. Vamos a elas:



Valiosas regras de higiene

Lavar as mãos antes de pegar o bebê e esterilizar chupetas, mamadeiras, copinhos e brinquedos que vão à boca são cuidados que evitam a superexposição de seu filho a germes, bactérias e vírus. "Esses conceitos básicos muitas vezes são deixados de lado", observa a neonatologista Alice Deutsch, do Albert Einstein. Da mesma forma, convém evitar que pessoas gripadas fiquem muito perto do bebê nos primeiros meses. São precauções simples que preservam um pouco suas defesas ainda frágeis.


Proteção em cada mamada

Não é de hoje que você ouve dizer que não há nada melhor para o bebê do que o leite materno. Tanto que os especialistas recomendam que a criança seja alimentada exclusivamente com ele até os 6 meses de vida. Pois aí vai outro forte motivo para insistir nessa tecla: além de todos os nutrientes importantíssimos para o crescimento de seu filho, seu leite é fonte de várias substâncias que fortalecem as defesas dele. A começar pelo colostro, aquele líquido ralo dos primeiros dias. Uma das poderosas substâncias que ele contém é a imunoglobulina IgA, um anticorpo que se espalha pela mucosa intestinal infantil formando uma barreira bioquímica que impede a penetração no organismo de bactérias perigosas.Outra substância vital é o oligossacáride, um açúcar que estimula a proliferação de uma flora intestinal também disposta a combater tais bactérias. "Com essas substâncias, a criança amamentada fica mais protegida contra problemas como a diarréia", explica o pediatra Fábio Ancona Lopez, professor de nutrologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O leite materno também injeta no organismo do bebê milhões de glóbulos brancos, a principal célula de defesa do nosso corpo. "Além de tudo isso, é fonte dos chamados fatores inespecíficos, substâncias que potencializam o desempenho dos glóbulos brancos e dos anticorpos produzidos pela criança", completa. Mas não se desespere se não conseguir suprir as necessidades de seu filho até os 6 meses preconizados pelos pediatras - situação bastante comum entre mulheres que voltam ao trabalho depois da licença-maternidade. "Um período de quatro meses de amamentação exclusiva já é considerado satisfatório pela Organização Mundial de Saúde", tranqüiliza Lopez.



Frutas e legumes têm a força

O efeito é indireto, mas igualmente importante. Assim como o corpo, para se fortalecer o sistema imunológico precisa de vitaminas e sais minerais. "Eles ajudam a modular as reações químicas necessárias para a produção de anticorpos. Ou seja, se o organismo dispõe desses nutrientes nas quantidades ideais, consegue produzir uma resposta imunológica mais rápida", explica Nudelman. Uma alimentação balanceada, especialmente rica em frutas e legumes, principais fontes de vitaminas e sais minerais, é, segundo Ancona Lopez, suficiente para dar uma força extra - e preciosa - às defesas do pequeno. A maneira de conseguir isso é engatar um programa esperto de desmame, oferecendo a ele uma boa variedade de alimentos sólidos.


O poder restaurador do descanso

Pesquisas neurológicas mais recentes garantem que boas horas de sono são imprescindíveis para fortalecer o sistema imunológico. "Estudos feitos com ratos mostraram que depois de 72 horas sem dormir eles apresentavam alto risco de contrair infecção generalizada", diz o neurologista Mauro Muszkat, coordenador do Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo. A explicação é simples. Em primeiro lugar, se não dormimos direito, produzimos mais hormônios do stress, que acabam prejudicando o desempenho das células de defesa do organismo. Segundo, é durante o sono que fabricamos uma quantidade maior de substâncias que estão diretamente ligadas tanto à produção de anticorpos quanto ao desempenho dessas células. Portanto, certifique-se de que seu bebê durma o suficiente: de 16 a 20 horas por dia, no caso dos recém-nascidos; de 14 a 15 horas, incluindo as sonecas diurnas, para os bebês de 6 meses a 2 anos. Cuidar para que a criança tenha um sono de qualidade também é importante. O que significa proporcionar a ela um ambiente tranqüilo, sem barulho, com luz reduzida e que não incida em seu rosto.


Carteirinha de vacinas em dia

Elas são uma maneira de expor a criança ao agente infeccioso de forma controlada e, com isso, dar ao sistema de defesa a oportunidade de fabricar os anticorpos. Dessa forma, quando o bebê for exposto à bactéria ou ao vírus de verdade, seu organismo já terá como combatê-lo ou no mínimo amenizar os efeitos. "A maioria das vacinas utilizadas nos calendários de imunização recomendados pelos médicos e pelo governo tem eficácia próxima a 100%", diz o pediatra Roberto Bittar, da Cliap - Clínica de Imunização Pediátrica, de São Paulo. Para que seu filho se beneficie dessa proteção, porém, é fundamental vaciná-lo nas datas indicadas.O roteiro de prevenção começa com a vacina contra a hepatite B, cuja primeira dose deve ser dada ainda na maternidade. O mesmo vale para a BCG, que imuniza contra a tuberculose. A partir daí, você traça com o pediatra o caminho a seguir. Hoje em dia, quem tem disponibilidade de pagar um pouco mais para imunizar o filho em instituições particulares conta com vacinas de última geração, que apresentam várias vantagens. As combinadas, que reúnem num único produto a proteção contra várias doenças, estão nesse grupo. "A tendência é cada vez mais produzir vacinas com o maior número de combinações possíveis. Dessa forma, diminuímos o número de injeções que a criança toma e a necessidade de visitas freqüentes aos locais de imunização", observa Bittar. Um exemplo disso é a vacina conhecida como pentavalente, que engloba a Salk (contra poliomielite), a tríplice (coqueluche, difteria e tétano) e a Haemophilus influenzae (meningite e infecções generalizadas). Ela é dada em quatro doses: aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 18 meses. São portanto quatro picadas. Se optar pelas convencionais, seu filho terá que tomar 12 picadas. A Haemophilus influenzae inaugura ainda outra conquista: graças aos avanços tecnológicos que incorporou, pode ser aplicada já a partir dos 2 meses de vida. Antigamente, apenas crianças de 2 anos ou mais receberiam esse tipo de imunização. "Aí ela já não era tão necessária, pois as crianças correm maior risco de contrair as infecções que essa vacina previne justamente nos dois primeiros anos", conclui Bittar.



Como funcionam nossas defesas

Nossa estratégia de defesa começa com a pele, que reveste o corpo e barra os agentes agressores externos. "Mas é em nosso organismo que estão os soldados mais especializados em combater infecções e outras doenças", afirma Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. O exército mais numeroso é composto de glóbulos brancos, células "patrulheiras" que percorrem nosso corpo à procura de vírus, bactérias e outros invasores que possam causar algum dano. Identificando algum deles, elas imediatamente disparam uma ordem para a produção de anticorpos, as imunoglobulinas, cuja missão é eliminar o inimigo. Esses soldados de ataque são altamente especializados: para cada agente infeccioso, o sistema imunológico tem que bolar uma "receita" específica de anticorpos. "Se é a primeira vez que o organismo do bebê identifica o microrganismo, levará algum tempo para preparar a resposta. Mas automaticamente ele irá memorizá-la e, da próxima vez em que o vírus aparecer, será mais prontamente combatido", explica Sáfadi.


As armas que ele recebe ainda no útero

Nos últimos três meses de gestação, a mãe passa uma provisão de anticorpos para o bebê que o protegerá nos primeiros 6 meses de vida. "São anticorpos contra as doenças que ela já teve ou contra as quais foi vacinada, como o sarampo. Depois eles perdem a validade e caberá ao bebê fabricar as próprias defesas", esclarece Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Esse é mais um dos motivos para que a mãe faça um pré-natal caprichado e se previna contra os riscos de ter o filho prematuramente. "Os bebês prematuros são ainda mais vulneráveis a infecções, porque não contam com essa proteção imunológica adquirida ainda no útero", diz a neonatologista Alice Deutsch, do Hospital Israelita Albert Einstein, também em São Paulo.


A magia do toque

Que a massagem aprofunda o vínculo entre mãe e bebê pouca gente duvida. Mas vários estudos tentam verificar se esses toques teriam a capacidade de fortalecer o sistema imunológico da criança. "Existem indícios de que a massagem desencadeia alterações no sistema nervoso central, que teriam como reflexo a ativação ou modulação das defesas da criança", observa a enfermeira e psicomotricista Maria das Graças Barreto Silva, coordenadora do Grupo de Massagem e Estimulação de Bebês, do departamento de enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Mesmo que os efeitos na imunidade não tenham ainda comprovação científica, não custa tentar: no mínimo, será um momento de prazer compartilhado entre mãe e filho.









domingo, 14 de novembro de 2010

Os problemas mais comuns no verão e suas soluções

Saiba como prevenir ou tratar os problemas de saúde que mais acometem os pequenos quando as temperaturas estão em alta


Por Luciana Fuoco

Bicho geográfico

Dermatite causada pela contaminação da Larva migrans, micro-organismo presente especialmente nas fezes de animais. Cachorros que defecam na areia da praia, em geral, são os grandes causadores do problema porque contaminam o local onde, mais tarde, seu filho irá sentar e brincar.

Dá para identificar esse incomodo de uma maneira fácil: forma-se um traçado sinuoso na pele, preferencialmente na região da planta do pé. Causa coceira e dor.

Como evitar

A recomendação, claro, é evitar levar o cachorro para passear na areia. Como não dá para saber quem segue isso à risca ou não, o ideal é não expor a pele do bebê diretamente na areia. Se ele for brincar, vale colocar uma toalha de praia no local.

Como solucionar

O tratamento é feito por meio de medicamentos tópicos recomendados pelo pediatra ou mesmo por um dermatologista.
 
 
Brotoejas


Durante o verão, podem aparecer bolinhas vermelhas pelo corpo da criança. Isso acontece devido ao suor e atinge preferencialmente o rosto, o pescoço e as dobrinhas.

Como evitar

Procure manter a pele dos pequenos sempre seca, embora em crianças mais suscetíveis o processo ocorra de qualquer forma. Dê preferência para roupas leves e frescas.

Como solucionar

As brotoejas não necessitam de tratamento médico, pois desaparecem com o tempo. No entanto, para resolver o incômodo, a mãe pode misturar uma colher de maisena em 1 litro de água fervente. Quando a mistura estiver morna, enxague o bebê com ela. Isso refresca e ajuda a minimizar o problema.



Conjuntivite


Inflamação da membrana transparente que recobre o branco dos olhos. Pode ser causada por bactérias ou por vírus e tem como sintomas irritação, lacrimejamento, inchaço das pálpebras, aparecimento de secreção e deixa os olhos vermelhos.

Como evitar

A única forma é evitar se relacionar com crianças e adultos que apresentem a doença, pois o contágio se dá por meio do contato físico do olho com as mãos, objetos e toalhas contaminadas. Além disso, procure lavar as mãos e o rosto do pequeno com frequência e trocar as toalhas com maior regularidade.

Como solucionar

Apenas o pediatra pode recomendar o tratamento mais adequado. Para aliviar os sintomas, uma boa dica é lavar os olhos e fazer compressas com água (filtrada ou fervida) gelada ou com soro fisiológico.

Dengue


Doença infecciosa transmitida por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, quando também infectado pelo vírus causador do problema. Os sintomas da doença são febre alta e dores de cabeça, na região dos olhos e nas costas. Manchas vermelhas pelo corpo também podem aparecer.

Como evitar

A única maneira de combater a doença é impedir que o mosquito transmissor se reproduza. Para isso, não deixe água acumulada em vasos, pneus e outros objetos. A fêmea do mosquito deposita os ovos em água limpa e parada.

Como solucionar

Infelizmente não há tratamento específico para a dengue, apenas o controle dos sintomas. De qualquer forma, é imprescindível que esses medicamentos sejam recomendados por um médico.




Desidratação


A desidratação não é uma doença, mas uma condição provocada pela perda anormal de água e sais minerais pelo organismo. Ela pode ser causada por problemas gastrointestinais ou mesmo pela exposição excessiva ao sol, sem a devida hidratação. A criança desidratada apresenta boca e pele secas, ausência de lágrimas, moleira deprimida, urina escura e em pequena quantidade, além de muita sede.


Como evitar

As medidas são simples: oferecer água várias vezes ao dia aos pequenos, vesti-los com roupas leves e frequentar ambientes bem ventilados no verão.

Como solucionar

Apenas o pediatra pode dizer qual a melhor maneira de resolver o problema. O tratamento vai depender do nível de desidratação. Em casos leves, beber água em maior quantidade pode ser suficiente. Quando causada por diarreia ou vômito, o soro caseiro costuma ser utilizado.


Diarreia

Inúmeras situações levam a criança a ter diarreia. A causa pode ser infecciosa, alérgica ou metabólica.

Como evitar

A melhor forma é lavar sempre as mãos antes de preparar alimentos, manter as mãos das crianças sempre limpas, lavar frutas e verduras em água tratada e corrente, manter os alimentos na geladeira e só ingerir comidas de lugares confiáveis.

Como solucionar

Muitas vezes, a diarreia não deve ser contida, pois ela é a forma que o organismo encontrou para expulsar o que não está fazendo bem para o corpo. A recomendação é fazer com que a criança tome muito líquido para que não desidrate e, em casos mais sérios, quando ela se torna intensa e persistente demais, procurar o pediatra.


Hepatite A


Doença infecciosa causada pelo vírus HVA. Ele é transmitido por via oral ou por meio de alimentos (principalmente vegetais e frutos do mar) ou água contaminada. A hepatite A pode apresentar sintomas ou não. Quando eles aparecem, o pequeno pode ter febre, dores musculares, cansaço, mal-estar, perda de apetite e vômitos. A criança também costuma ficar amarelada e sua urina com cor amarronzada.

Como evitar

Bebês não devem ingerir frutos do mar e alimentos mal cozidos. E a água deve ser filtrada ou fervida. Vale saber que, a partir do primeiro ano de vida, a criança já pode ser vacinada contra a hepatite A.

Como solucionar

Não existe um tratamento específico para essa doença. Procurar o pediatra para uma orientação mais específica é o mais correto.


Insolação


É o excesso de exposição solar, que pode causar queimadura e desidratação. A criança com insolação pode apresentar falta de ar, dor de cabeça, tontura, febre, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e, em casos mais graves, estado de inconsciência.

Vale lembrar que, mesmo sem estar diretamente exposta ao sol (protegido por guarda-sol), a criança pode sofrer insolação, pois a areia reflete a luz solar.

Como evitar

Proteja os pequenos com os filtros solares apropriados e evite que tomem sol entre 10 e 16 horas. Durante a exposição solar – ou mesmo que estejam debaixo do guarda-sol –, ofereça bastante líquido.

Como solucionar

Aos primeiros sinais de insolação, procure a sombra e hidrate a criança de forma adequada. Em casos graves de queimadura e de aumento da temperatura corporal, é necessário procurar o atendimento médico.


Otite externa


Toda infecção do ouvido é chamada de otite, porém a chamada otite externa afeta a região da orelha externa, que termina no tímpano. Sua causa mais comum é a contaminação por bactérias e fungos. Os sintomas são dor intensa e perda da audição e, em alguns casos, podem aparecer secreção e prurido.

Como evitar

O contato com a areia costuma provocar otite externa, portanto, a orelha dos pequenos deve ser higienizada sempre. Evite, no entanto, o uso de cotonetes, pois eles podem retirar a cera que protege o ouvido ou a empurram para dentro do canal auditivo.

Como solucionar

Apenas o pediatra e o otorrinolaringologista podem determinar o tratamento adequado, pois ele envolve o uso de antibióticos e antifúngicos. Mas, para aliviar a dor da criança, a mãe pode aquecer o local.

Fontes: Paulo Taufi Maluf Jr., pediatra do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, Eduardo Juan Troster, pediatra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo




Quando as palavras ganham sentido

Por Débora Mamber

Com cerca de 3 anos e meio, a criança já deve conhecer e conseguir reproduzir todos os fonemas, até os mais complexos, como o L de “claro” e o R de “fruta”. Quando completa 4 anos, portanto, ela já não deve mais trocar as letras como antes.

Até os 5 anos, seu vocabulário dobra e, com isso, cresce sua habilidade de combinar palavras. Se aos 3 anos tudo o que conseguia dizer se resumia a frases com apenas dois termos, como “nenê caiu” ou “qué água”, aos 4 ela já será capaz de narrar histórias com começo, meio e fim.
Tempo verbal

A compreensão gramatical também se desenvolve, bem como a diferenciação entre presente, passado e futuro, embora o menino ou a menina não consiga conjugar bem os verbos, dizendo frases como “eu faz” no lugar de “eu fiz”. “O que importa é que a criança já tem a compreensão temporal”, diz a fonoaudióloga Jacy Perissinoto, da Universidade Federal de São Paulo.

Como escolher a escola do seu filho

Na hora de decidir aonde deixar os pequenos por boa parte do dia, preste atenção em uma série de fatores: da limpeza ao projeto pedagógico


Por Amanda Polato/ Foto João Marcos Rosa/Nova Escola

Hoje, mais do que ser um local apenas de cuidado das crianças, as boas escolas de educação infantil seguem à risca o compromisso com os aspectos educativos. Pesquisas do mundo todo mostram que a frequência à creche e à pré-escola causa efeitos positivos na vida da garotada. A seguir, esclarecemos as dez principais dúvidas que surgem no momento da escolha para que você possa oferecer o melhor ao seu filho.

1. Qual deve ser o projeto educacional?

A melhor opção é aquela que está de acordo com as expectativas dos pais em relação à formação do filho. De forma geral, as propostas podem ser divididas em três tipos: a tradicional, a lúdica e a socioconstrutivista. A primeira prioriza a disciplina e o cumprimento de regras. O foco do segundo tipo são as brincadeiras, mas com pouca preocupação pedagógica. O terceiro é defendido por referenciais nacionais e é forte em planejamento de situações de aprendizagem, em que há a intenção clara e conteúdos para cada faixa etária. Um exemplo são atividades divertidas com bacias cheias de água e objetos de diferentes pesos para trabalhar o tema da flutuação com crianças de 4 a 5 anos. Em todos os projetos, observe se há trabalhos com valores, como a cooperação e o respeito às diferenças. Quanto mais próximos aos da sua família, melhor.
 
2. Como devem ser os espaços da escola?
Segurança é um item importante. Preste atenção se a escola tem escadas com grade de proteção e corrimão ou, melhor ainda, se opta por rampas, se as janelas de andares superiores têm telas, se as tomadas são cobertas e os produtos de limpeza mantidos fora de alcance dos pequenos. As cores dos espaços devem formar uma coerência visual: portas de uma cor, paredes de outra. As salas precisam ser arejadas e contar com passagens para um solário ou jardim, além de banheiros e trocadores por perto. Por fim, o ideal é que os ambientes disponibilizem materiais, como fantasias, brinquedos e livros, ao alcance das crianças para que elas possam fazer escolhas.
 
3. Qual é o número ideal de professores por bebê ou criança?
Municípios e estados têm uma resolução diferente para a quantidade ideal de crianças por professor. Segundo o Conselho Nacional de Educação, cada um deve cuidar, no máximo, de seis a oito crianças de até 2 anos, de 15 crianças até 3 anos e de 20 crianças de 4 até 6 anos. Muitos pais podem temer algum descuido com o filho. No entanto, é preciso compreender que uma escola é bem diferente do zelo típico do ambiente familiar: lá as crianças vão ter de dividir a atenção e esperar em alguns momentos, mas há a vantagem de receber cuidados profissionais e conviver, desde cedo, com outros meninos e meninas da mesma idade
 
4. O que preciso é preciso olhar em termos de limpeza?
Todos os funcionários devem ter uniformes limpos e lavar as mãos com frequência. Os brinquedos e as fantasias precisam ser higienizados semanalmente ou sempre que houver necessidade – já os berços e os colchões, diariamente. Na hora da soneca, os colchões precisam ser colocados a certa distância uns dos outros. Mas não fique tão obcecada com a limpeza. Seus filhos precisam brincar no chão e se sujar. Faz parte do processo de crescimento. Além disso, no berçário, se uma criança está resfriada, é provável que as outras também fiquem – e isso é até bom para desenvolver anticorpos logo cedo. .
 
5. É melhor uma escola que ofereça alimentação?
A escola que oferece lanche ou almoço, em geral, conta com a vantagem de ter a orientação de um nutricionista ou uma equipe de nutrição. Assim, é oferecida uma alimentação balanceada e até divertida, como cenouras e outros legumes em formato de bichos. É uma preocupação a menos para você. Além disso, o momento das refeições com os colegas é um aprendizado sobre o ritual de comer em público. Algumas escolas até trabalham com sistema de self-service, que permite que as crianças aprendam a servir a quantidade que vão comer. Mais um ponto para o desenvolvimento da autonomia.
 
6. A localização da escola importa?
Os especialistas se dividem nessa questão: alguns avaliam que, quanto mais perto de casa ou do trabalho, melhor. Isso facilita a ida ao local em caso de emergência, além de evitar que seu filho faça longas viagens pela cidade e tenha de enfrentar o trânsito ainda pequeno. Outros acham que vale a pena colocar a criança em uma escola um pouco mais distante se ela oferecer um ensino de melhor qualidade. De qualquer forma, fazer crianças muito pequenas viajarem mais de uma hora todos os dias, ou acordar de madrugada, não é a melhor saída. Elas ficam cansadas e até estressadas.
 
7. O preço é sinônimo de qualidade?
Nem sempre a escola mais cara traz vantagens significativas. Às vezes, a que cobra mensalidades mais em conta e segue uma proposta pedagógica interessante é melhor do que a cara e com prédio sofisticado. Vale observar se o preço pago corresponde, por exemplo, a espaços bem equipados (não necessariamente com luxo) e professores bem formados. A equipe precisa fazer cursos continuamente e, de preferência, financiados pela própria instituição. Essa é uma das principais diferenças de uma escola de qualidade.
 
8. As escolas bilíngues valem a pena?
Depende do método de ensino oferecido e da familiaridade dos pais com a segunda língua aprendida pelo filho. A criança pode ficar confusa caso fale inglês o tempo todo na escola e, ao chegar em casa, só fale português. Sim, é mais fácil aprender outro idioma desde cedo, mas nem sempre o método usado por algumas instituições é o mais eficiente. A que se diz bilíngue e oferece três aulas de inglês por semana nos moldes tradicionais, com tradução de palavras do português, surte poucos efeitos. Ver um desenho animado numa língua estrangeira, por exemplo, pode trazer mais resultado. Bilíngue deve ser sinônimo de imersão em dois idiomas.
 
9. Uma escola que ofereça atividades extracurriculares é mais interessante?
Fazer balé, natação e até aulas de arte pode ajudar as crianças a desenvolver, desde cedo, uma série de habilidades interessantes. Mas na primeira infância ninguém deve ser sobrecarregado. Os pequenos precisam brincar, dormir e passar bastante tempo com os pais. As aulas são compromissos sérios e exigem o cumprimento de horários. Até os 2 anos, não é recomendado que as crianças façam esse tipo de atividade, que geralmente é mais bem aproveitada por garotos e garotas mais crescidos. Por fim, vale observar se um simples passeio na pracinha não deixaria seu filho mais feliz.
 
10. Depois de um tempo, é ruim mudar as crianças pequenas de escola?

Até os 5 anos, elas criam vínculos fortes com as pessoas próximas porque ainda são muito dependentes. Mudar de escola não é uma missão impossível. Isso deve ser feito caso a criança não goste do lugar ou os pais se sintam mal atendidos. Mas a transição é trabalhosa. O seu filho terá de se adaptar novamente a um novo ambiente. As primeiras semanas costumam ser mais delicadas e a presença de um dos pais ou um adulto de referência ajuda a superar o estranhamento.


Fontes: Gisela Wajskop, pedagoga e diretora do Instituto Singularidades, Íris Franco, da Clínica Infans, Marina Alexandra Garcez Loureiro Barreto, presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil, e documento Indicadores da Qualidade da Educação Infantil, do Ministério da Educação.


Como incentivar a criança a estudar uma segunda língua

Por Giuliano Agmont


“O aprendizado tem muito a ver com questões afetivas. Não é só aquisição de conhecimento”, esclarece Quezia Bombonatto. “O segundo idioma tem de ter significado para a criança.” Na prática, isso quer dizer que os pais que colocam o filho numa escola bilíngue apenas por status social ou porque acham bonito ouvir a criança proferir algumas expressões estrangeiras podem estar cometendo um erro. Não que isso vá causar algum dano irreversível ao pequeno, mas o investimento corre o grande risco de ficar sem retorno, isto é, a criança vai “perder” o que aprendeu na escola

“A única situação em que o ensino bilíngue pode ser prejudicial à criança é aquela em que o pai obriga o filho a fazer o curso a contragosto”, diz a pedagoga Selma de Assis.

Além de estrangeiros que querem perpetuar o uso de sua língua natal na família, a escola bilíngue também é bastante procurada por pais que pretendem fornecer ao filho uma ferramenta a mais para, no futuro, ampliar seus conhecimentos e enfrentar o mercado de trabalho. “A globalização chegou à infância”, diz, brincando, Selma Assis. “Esse é um cuidado legítimo, afinal, 70% do conteúdo da internet está em inglês, e boa parte do restante, em espanhol.”

Feita a matrícula, é importante acompanhar o desenvolvimento da criança. Criar contextos próprios para o uso do segundo idioma é a maneira mais saudável de fazer isso. Podem ser vídeos, músicas, leituras e conversas. “O pai não precisa necessariamente saber o segundo idioma. Muitas vezes, ensinar ao adulto algo novo pode ser estimulante para a criança. Mas é preciso que o filho veja valor e sentido no aprendizado da língua nova e só os pais vão poder transmitir isso a ele”, continua a coordenadora pedagógica. “Isso só se consegue estando disponível para o filho e se concentrado em atividades ligadas ao segundo idioma.”

Misturar idiomas no processo de aprendizado do bilinguismo é algo absolutamente normal. E a própria criança, aos poucos, se encarrega de fazer as devidas separações. “Pode até haver no caso de bebês um atraso da fala, mas nunca de linguagem”, tranquiliza o médico Luiz Celso Vilanova. Os bloqueios também são comuns. Devem-se, no entanto, a questões emocionais e não cognitivas. Nesses casos, dizem os especialistas, é importante estimular a autoconfiança da criança e ensiná-la a lidar com os erros de maneira natural.

O terceiro idioma também pode ser muito bem-vindo. “Geralmente, quem fala dois idiomas tem mais facilidade para aprender um terceiro”, diz o médico Luiz Celso Vilanova. “Quanto antes o indivíduo é exposto a novos idiomas, melhor. Pessoas que têm contato tardiamente com uma língua não vão identificar seus fonemas e, sim, associar aqueles sons a algo próximo do que ele aprendeu. O resultado é a fala com sotaque estrangeiro”. Já a alfabetização também gera bastante polêmica. O professor Vilanova recomenda que se faça primeiro a alfabetização da língua nativa para depois fazer a outra. A pedagoga Selma de Assis, por sua vez, acredita que seja possível conciliar as coisas.


fonte:bebe.com.br


Como escolher a escola bilíngue

Por Giuliano Agmont

Para a pedagoga Selma de Assis Mouro, é preciso adotar quatro critérios principais na hora da avaliar uma escola bilíngue:

1) O segundo idioma deve ser utilizado como meio de acesso ao conhecimento e não como objeto de estudo. Ou seja, a criança tem de usar a língua como ferramenta para ter as primeiras noções de matemática, artes e demais áreas. Vale a pena pedir um currículo por escrito da escola para avaliar como os idiomas entram no dia-a-dia do aluno.

2) É preciso tempo para que a criança desenvolva fluência em outra língua. Isso significa que ela deve ser submetida ao segundo idioma pelo menos de três a quatro horas por dia. Em alguns casos, a escola pode até oferecer apenas o segundo idioma, uma vez que o primeiro a criança tem em casa.

3) Além de bilíngues e com boa fluência nos dois idiomas, os professores têm de ter graduação em pedagogia ou letras. Dominar um assunto não significa estar capacitado a ensinar.

4) As instalações da escola precisam ser adequadas para uma criança pequena. O ambiente tem de ser claro, limpo, ventilado, seguro e estimulante. Livros, brinquedos e materiais variados devem estar disponíveis para os alunos. Deve haver locais apropriados para ouvir e contar histórias, brincar, fazer arte, correr, pular, dormir, comer, lavar-se, trocar-se e assim por diante.

Estudar inglês em casa ou na escola?

Por Giuliano Agmont


O neurologista Luiz Celso Vilanova acredita que o ensino bilíngue ideal é aquele que se promove dentro de casa, como costuma acontecer em famílias cujos pais (ou avós) tenham nacionalidades diferentes. “Mas é muito importante que a criança possa associar cada língua especificamente ao pai ou à mãe”, recomenda Vilanova. “O pai argentino, por exemplo, deve usar somente o espanhol quando estiver com o filho, e a mãe brasileira, apenas o português. Isso fará com que a criança fixe o bilinguismo de modo mais natural e espontâneo.”

A situação é um pouco diferente para pais brasileiros que desejam fazer do filho um indivíduo fluente em idiomas estrangeiros. Eles vão precisar recorrer a uma instituição de ensino. E aí voltam as questões... A psicopedagoga e fonoaudióloga Quezia Bombonatto, embora prefira também não fazer generalizações, acha que vale a pena colocar a criança ainda pequena numa escola bilíngue. “Mas sem exageros”, alerta a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. “Acho prematuro, por exemplo, matricular um bebê de 1 ou 2 anos nesse tipo de escola. Creio que a faixa mais adequada de idade para incluir um segundo idioma no aprendizado escolar de uma criança seja dos 3 aos 7 anos.”

Os especialistas garantem que as crianças estão aptas a aprender mais de um idioma ao mesmo tempo sem prejuízo à sua capacidade de comunicação. Isso, evidentemente, para as que possuem o desenvolvimento neurológico normal. “Se a criança apresenta algum tipo de atraso, que o pediatra detecta e informa aos pais, há o risco maior de que ela não assimile nem um idioma nem o outro”, alerta o neurologista infantil Luiz Celso Vilanova. A escola tem de estar preparada para promover o ensino bilíngue de maneira adequada, e cabe aos pais ou responsáveis verificar isso antes de matricular a criança

Escola bilíngue

Existe idade certa para começar o estudo de uma segunda língua?
Saiba em que situações esse aprendizado é mais vantajoso


Por Giuliano Agmont

Vale a pena incluir o ensino de um segundo idioma no aprendizado de bebês e crianças de até 5 anos? Essa é uma pergunta cada vez mais recorrente na vida das famílias modernas. Afinal, a tecnologia evoluiu e a comunicação aproximou as pessoas. Com a globalização e a internet, línguas como o inglês e o espanhol ganharam importância no nosso dia-a-dia. Mas até que ponto é saudável expor os pequenos ao chamado bilinguismo? Existe uma idade certa para fazer isso? Quais os riscos de a criança apresentar defasagem de fala por causa de confusões entre os idiomas?

O ensino bilíngue do modo como se conhece hoje é novo, não tem 50 anos. Por isso, os estudos em relação ao tema ainda são incipientes. “Existem teorias defendendo que crianças pequenas têm mais facilidade de assimilar um segundo idioma e outras que asseguram que é preciso antes consolidar a língua materna”, informa a pedagoga Selma de Assis Moura, coordenadora pedagógica de uma escola bilíngue em São Paulo. “Questiono esse determinismo. Prefiro trabalhar com a ideia de que as crianças dispõem de inteligência linguística, ou seja, capacidade de processar linguagens e podem desenvolvê-la bem a qualquer tempo.”

Segundo ela, o perfil familiar é mais importante do que a idade da criança na hora de optar pela introdução de mais um idioma na vida de um filho. Os pais ou os responsáveis devem valorizar a segunda língua, por questões profissionais ou pessoais, mas o ensino bilíngue só tem sentido se houver a perspectiva de continuidade em casa. “A razão de ser da língua é a comunicação: se a criança não precisar do idioma, por que vai utilizá-lo?”, questiona Selma de Assis.

O médico Luiz Celso Vilanova, chefe do setor de neurologia infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda que a criança é capaz de aprender a reconhecer os sons próprios de um idioma independente de sua idade. Ela ressalta, no entanto, que o cérebro vai perdendo a capacidade de identificar e produzir fonemas se a pessoa não é exposta a eles. “Na prática, isso significa que é vantajoso colocar crianças pequenas em contato com dois ou mesmo três idiomas”, sustenta. “No futuro, elas terão mais facilidade de desenvolver essas línguas e o risco de adquirirem sotaque é menor.”

Fonte:bebe.com.br

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